Palmeira Imperial

PALMEIRA IMPERIAL

 

Classificação científica

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Liliopsida

Ordem: Arecales

Família: Arecaceae

 

A Palmeira imperial, também chamada de "palmeira-máter", é a mais conhecida entre as 26 espécies exóticas do Brasil. A árvore, provavelmente, foi trazida pela família real, com a vinda de D. João VI para o Brasil. Isso, talvez, explique a origem do nome popular da Roystonea oleracea, encontrada na Praça da Bandeira, na Prainha de Vila Velha e no Convento da Penha e em outros espaços público pelo Brasil afora.

 

A palmeira imperial pode atingir até 30 metros de altura e sempre é encontrada em grupos, dispostas em fileiras ou coluna. "É muito raro uma palmeira imperial estar sozinha", diz a pesquisadora Isa Regina do Monte Leite. Ela informa que essa espécie é nativa do norte da Venezuela (América do Sul) ou das Antilhas (América Central), nas ilhas caribenhas. "As palmeiras são típicas dos países de climas tropical e subtropical, por isso a adaptação no Brasil foi fácil".

 

Palmeira é o nome comum da Arecaceae, anteriormente conhecida como Palmae ou Palmaceae, a única família botânica da ordem Arecales. Pertencem a esta família plantas muito conhecidas, como o coqueiro e a tamareira, abrangendo cerca de 205 gêneros e 2.500 espécies. Se distribuem pelo mundo todo, mas estão centralizadas nas regiões tropicais e subtropicais.

 

O género tipo dessa família é a Areca, cuja espécie mais conhecida é a Areca catechu, uma palmeira da Malásia cuja semente se chama Noz de bétele porque costuma ser mascada em conjunto com a "folha de bétele" (proveniente da pimenteira Piper betle, uma planta que não pertence à família Arecaceae).

 

As palmeiras são plantas perenes, arborescentes, tipicamente com um caule cilíndrico não ramificado do tipo estipe, atingindo agrandes alturas, mas por vezes se apresentando como acaule (caule subterrâneo).

 

Não são consideradas árvores porque todas as árvores possuem o crescimento do diâmentro do seu caule para a formação do tronco, que produz a madeira, e tal não acontece com as palmeiras.

 

A seiva de algumas espécies de arecáceas é tradicionalmente fermentada para produzir o vinho de palmeira, muito apreciado e conhecido em Moçambique com o nome de sura (onde, para além de ser bebido, é também utilizado como fermento na fabricação de pães e bolos). No Brasil, o buriti (Mauritia flexuosa) também é fermentado (entre outras formas de consumo), dando origem ao vinho de buriti, e o açaí (Euterpe oleracea) dá o vinho de açaí. Em Angola o vinho de palmeira é conhecido como "marufo".