Tamareira

TAMAREIRA

 

Reino: Plantae

Divisão:Magnoliophyta

Classe:Liliopsida

Ordem:Arecales

Família:Arecaceae

Género:Phoenix

Espécie:P. dactylifera

Nomenclatura binomial: Phoenix dactylifera L.

Fonte: Wikipedia (port.)

 

A tamareira ou datileira (Phoenix dactylifera) é uma palmeira extensivamente cultivada pelos seus frutos comestíveis, as tâmaras. Devido a ser cultivada desde há milénios, a sua área natural de distribuição é desconhecida, mas será originária dos oásis da zona desértica do norte de África, embora haja que admita uma origem no sudoeste da Ásia.

 

É uma palmeira de média dimensão, de 15 a 25 m de altura, por vezes surgindo em toiça, com vários troncos partilhando o mesmo sistema radicular, mas em geral crescendo isolada. As folhas são frondes pinadas, com até 3 m de comprimento, com pecíolo espinhoso e cerca de 150 folíolos. Cada folíolo tem cerca de 30 cm de comprimento e 2 cm de largura. Fonte: Wikipedia (port.)

 

A tamareira foi introduzida no Brasil a muitos anos porém poucos foram os estudos sistemáticos realizados com esta Cultura. O primeiro registro de introdução da tamareira no Brasil, data de 1928 quando alguns materiais foram introduzidos em São Paulo e alguns estudos foram realizados na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, onde foram originadas algumas variedades.
No nordeste do Brasil a tamareira foi introduzida em projetos públicos de irrigação, entretanto muito poucas informações sobre a cultura foram coletadas, embora se saiba que, foi nesta região onde as plantas apresentaram resultados mais promissores.

 

No início da década de oitenta, o Centro de Pesquisas Agropecuárias do Trópico Semi-Árido e o Centro Nacional de recursos Genéticos, ambos da Embrapa, introduziram tamareiras originárias da África e dos Estados Unidos, cujos plantios foram instalados na Estação Experimental de Bebedouro em Petrolina-PE. Uma grande parte destas plantas eram originadas de sementes, resultando em um grande número de indivíduos com características genéticas diferentes da variedade original, entretanto, um outro grupo de plantas originadas de rebentos, apresentam as características genéticas das variedades originais.

 

A tamareira pode ser propagada de várias formas. Cada método tem pros e contras:

 

Por semente: Tem a vantagem de ser a forma mais econômica e rápida para se obter uma ou várias plantas.

A desvantagem é que assim devemos obter igual quantidade de plantas femininas e masculinas, estas pouco interessantes desde o ponto de vista produtivo. Também não temos certeza de que a planta obtida vai produzir tâmaras semelhantes à aquela da qual obtivemos a semente, isso por interferência da carga genética proveniente do ‘pai’.

 

Por rebentos: Esta é a forma mais conveniente de propagação de uma palmeira que produz frutos exemplares.

As plantas assim obtidas conservam todas as características genéticas da matriz (a 'mãe'), dentre elas o sexo e o tipo de tâmaras que produza.

O inconveniente é que no Brasil o comercio de rebentos apenas está engatinhando (como toda a produção de tâmaras).

 

Por cultivo de tecidos: Esta forma de propagação é a mais apurada e já se encontram empresas que comercializam mudas obtidas mediante esta técnica.

Estas empresas atendem o mercado árabe e norte-americano por serem os que possuem maior poder aquisitivo. Além de serem clones da planta matriz, estas mudas estão livres de vírus e doenças.

 

Saúde

 

Muitas das virtudes curativas das tâmaras já eram conhecidas e aproveitadas na antiguidade. Hoje em dia essas propriedades tem sido confirmadas e tem se descoberto que grande parte delas se deve à riqueza destes frutos em celulose e frutose.

 

Ricas em ferro, são aconselhadas para quem padece alterações hepáticas e anemias. Devido ao alto conteúdo de celulose e outra fibras se recomendam nos casos de intestino preso por atuarem como suave laxante.

 

As tâmaras estimulam o apetite, resultando assim muito benéficas nas aflições intestinais e estomacais associadas à inapetência.

 

Ricas em vitaminas A, B, C e minerais como cálcio, ferro e potássio. Livres de colesterol são um aliado magnífico na luta contra o câncer.

 

As tâmaras são eficientes defensoras do organismo frente a gripes, viroses e outras infecções, tanto do aparelho respiratório como urinário.